Entrevista do Mês

Eskimo

Por: www.trance.com.br

A respeito do seu último projeto, "Balloonatic". O primeiro cd da trilogia está fazendo muito sucesso aqui no Brasil. E os outros dois discos?

Basicamente, a idéia do álbum é mostrar o progresso em minha música: de onde eu comecei e para onde estou caminhando. A primeira parte é um pouco das influências que tive no início do meu aprendizado; no disco dois, músicas que refletem o meu momento agora. Já o terceiro cd mostra como eu posso mudar ainda mais minha música, no futuro.

É como uma evolução?

Sim, como uma evolução. Minha música está mudando no momento e quero que as pessoas saibam disso e sintam as mudanças. Também funciona como uma eleição, as pessoas podem escolher o seu cd preferido.

Sobre o terceiro cd, ouvimos dizer que será Eskimo VS. os grandes nomes de Israel, os maiores produtores. Isso é verdade?

É verdade, serei eu com todos os meus artistas preferidos e os melhores de Israel. Eu não posso dizer quem serão eles...

Nem um nome, por favor?

Não posso dizer, mas posso adiantar que serão os melhores. É só pensar nos grandes nomes de Israel, por exemplo, pense nos três maiores. Vocês sabem do que eu estou falando.

Falando sobre você, qual sua idade?

Agora estou com 20 anos. Comecei a produzir com 10 anos, quando meu pai me ensinou a ser DJ, e aos 11 eu toquei no Japão pela primiera vez. E desde então tenho me ocupado disso.

Esse é o segredo da sua qualidade musical?

Eu apenas amo esta música, eu escuto este tipo de música o tempo inteiro. Este é o meu trabalho e o meu amor, que concilio de maneira saudável.

Você escuta outros estilos além do psytrance?

É claro que eu adoro Prodigy, Basement Jaxx e Chemical Brothers. Mas gosto também da velha escola, hip-hop, porque acredito que é necessário escutar diferetes sons e estilos, para tornar melhor sua música. Eu gosto dessa mistura, um dia pegaremos, por exemplo, o psytrance e a house music e uniremos em um novo nome, uma evolução da música. Essa possibilidade é boa, porque nunca sabemos o que está por vir.

O que você pensa quando está no estúdio produzindo, fazendo música?

Eu sempre imagino a pista de dança, fecho meus olhos e imagino o que o som precisa ser para fazer a festa dançar. Porque minha música é para pista de dança, não é para escutar em casa ou no carro.

Atualmente no Brasil, temos muitas festas de psytrance, todos os finais de semana. Você acha que isso é ruim para a cena brasileira?

Muito pelo contrário. Hoje temos tantos artistas, com estilos bem diferentes, você tem a Hommega, Chemical Crew, Skazi, Infected Mushroom, GMS, são muitos artistas de qualidade. Além disso, o Brasil é muito grande e as festas são muito diferentes. Posso tocar em Brasília e ir para Belo Horizonte, ambas as festas com um bom público. Não importa o tamanho da festa, posso tocar para 200 pessoas e fico feliz. O que importa é a conexão, meu trabalho é tocar minha música, mas não apenas para fazer a pista se mexer, quero que eles escutem e sintam-se conectados, gosto de tocar para 20 mil pessoas, é ótimo, mas com 5 mil, esta conexão fica evidente.

Você prefere tocar em festas ou festivais?

Para mim este tipo de música é feito para ser tocado ao ar livre, no Brasil a maioria das festas são assim, você se sente parte de algo estando ao ar livre, do início ao fim. Eu gosto de festivais, mas com muitos artistas tocando um som similar, a energia do público não é tão forte. Uma festa perfeita, para mim, deve ter 24 horas. É o suficiente para você ter a conexão. O Brasil é o lugar onde eu testo minhas músicas antes de gravar, quando eu tenho uma música pronta venho para o Brasil testar. Os brasileiros são os primeiros críticos.

Por Mariana Baldin e Paulo Henrique Schneider

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